Utilizar a pressão correta nos pneus das bikes é extremamente importante, não só para sua segurança e desempenho mas também pelo conforto e danos que a calibragem incorreta poderá provocar.

Se o pneu estiver muito murcho, ele estará com maior contato ao solo, “segurando” mais a bike e absorvendo mais as irregularidades do chão. Ainda, o pneu murcho estará mais disposto a furar e, num ângulo muito reto, (cordão de calçada), a pancada poderá danificar o aro. 

Já o pneu muito cheio, tende a ficar mais “duro”. A bike e o ciclista sentem mais as deformidades do solo e a vibração é passada para o conjunto. A área de contato com o solo diminui e o cuidado deve ser redobrado principalmente em curvas. Por outro lado, em pistas extremamente lisas, o desempenho tende a aumentar e a força exercida no pedal diminuir, justamente pela área de contato e o “arrasto” com o solo serem menores.

A sigla PSI vem do inglês Pound Force per Square Inch, ou Libra Força por Polegada Quadrada, ou seja, a Força Resultante aplicada a uma área por polegada quadrada.

Normalmente, na banda (lateral) do pneu, está indicada a pressão máxima suportada por ele. Mas isso não quer dizer que essa seja a pressão ideal. A calibragem correta está diretamente ligada à praticamente cinco fatores: tamanho do aro, largura do pneu, tipo de trajeto (aderência do solo/piso molhado/asfalto/estradão/trilhas....), peso do conjunto (ciclista, bicicleta e acessórios) e o TPI do pneu (medida de fios por polegada). Inclusive, a pressão varia com o calor!

 

Nas MTB (Mountain Bikes), a pressão dos pneus varia de 30 a 65 PSI. Como a largura dos pneus MTB varia muito, a pressão também varia. Quanto maior a largura, menor a pressão pois o volume de ar é maior dentro da câmara. Assim, se utilizar “pneus mais finos”, para asfalto, nas MTB, é comum a pressão atingir os 80 PSI.

Como nas Speed (bikes de estrada), os pneus são mais finos e os trajetos escolhidos tendem a ser mais lisos, a pressão utilizada é maior, normalmente de 85 até 130 PSI. Os pneus tubeless (sem câmara), a pressão chega a atingir 200 PSI. Nas MTB, o pneu tubeless recebe uma pressão menor por ter as laterais mais reforçadas.

 

Recomenda-se utilizar no pneu dianteiro um pouco menos de pressão que no traseiro – cerca de 2 a 5 PSI. Isso, para aumentar a aderência em curvas mais exigentes.

Encher o pneu pressionando as laterais para verificar se está cheio o não é um erro comum, mas provisório até o ciclista ter em mãos um calibrador ou se dirigir até um posto próximo. 

 

Inicialmente, temos uma tabela para indicar a pressão, em função da largura, tamanho do aro e peso a ser carregado pela bicicleta. Em terrenos deformados (trilhas por exemplo), recomenda-se baixar a pressão a 70% desta indicação.

 

Saiba mais:

*quanto menor o TPI do pneu, mais espaço fica entre as camadas dele que precisam ser preenchidas com borracha, tornando o pneu pesado. Um pneu com alto TPI é indicado para um ciclismo mais profissional, por se tratar de um pneu mais leve e com maior aderência. Um pneu com baixo TPI é mais resistente a cortes mas, menos competitivo.

 **os pneus tubeless são mais resistentes e por aceitarem a montagem sem a câmara de ar, tornam o conjunto mais leve. Eles são mais reforçados também, diminuindo a incidência de furos indesejados. Aceitam uma pressão menor e assim ficam mais macios, principalmente ao serem utilizados nas trilhas e terrenos acidentados. O custo do conjunto tubeless também deve ser fator de análise, já que são bem mais altos do que o conjunto “normal”.

 *** os pneus de kevlar não são feitos de kevlar, mas sim tem o arame da borda substituído por um fio grosso de kevlar, o que torna o pneu cerca de 20% mais leve e ainda dobrável.

Gostou de mais essa super dica do Bike do Sul? Compartilhe com a galera!! Bons pedais!!